Concordo muitas vezes com o que Pacheco Pereira diz, escreve ou comenta, e admiro, por alto, o seu trabalho, nomeadamente a sua biblioteca e arquivo pessoal, o Ephemera. Não gosto desta recente demonização de pessoas com opiniões contrárias à norma de todos ou de um grupo que tanta vezes é feita nas redes sociais. Cada um é livre de pensar e argumentar, e não há algo mais giro do que poder contrapor e apresentar outras ideias. Sem insultos, nem gritos em 280 caracteres.

Recentemente, cruzei-me com este artigo do Pacheco Pereira na revista Sábado, do qual está disponível este excerto. Na versão completa, que dá para ler aqui e que não é assim tão maior, podemos encontrar a sua conclusão: “Ouço o susurrar invisível: e os transportes públicos? Certamente que sim, mas devo esperar sentado para que isso aconteça, quando as prioridades anunciadas estão todas do lado das trotinetas. Até porque é mais barato.”.

Eu entendo a perspectiva de Pacheco Pereira, mas acho que é uma posição fácil, baralhada e pouco fundamentada. Vamos por pontos: