mruiandre Mário, todavia, Rui, contudo, André

O Clubhouse é o ‘Web Summit’ das aplicações móveis

O Clubhouse não é especialmente inovador do ponto de vista tecnológico, mas antes um caso de sucesso de marketing e design explorando as potencialidades do momento. O advento dos directos e da voz nas redes sociais já se vinha a pronunciar como um movimento de fundo.

Pelas redes sociais parece ser unânime que o clima anda tenso. As discussões estão cada vez polarizadas e fugir para um rápido “eu tenho razão, todos os outros estão errados”, sem espaço para ouvir os argumentos de terceiros, racionalizá-los e confrontar com as nossas próprias convicções. A velocidade dos feeds, o design das plataformas que pede respostas imediatas, a tendência inata para a proliferação de desinformação, o carácter viral das redes, a falta de literacia digital, a polarização por vezes inconsciente de posições, as bolhas dentro das quais opiniões semelhantes se isolam, entre outros aspectos directos ou indirectos (como a necessidade de confinamento a que estamos sujeitos), têm levado a uma espécie de saturação das habituais plataformas digitais.

É nesse ambiente que surge o Clubhouse e todo o entusiasmo em seu redor. Lançado em Abril de 2020, o Clubhouse é uma aplicação disponível somente para iOS (ou macOS 11 com processador M1) e por convite, cuja história se assemelha à de outros empreendimentos de Sillicon Valley. Desenvolvida pela empresa Alpha Exploration Co., a aplicação/rede social é resultado da união de esforços de Paul Davison, que passou pela Google como estagiário e fundou a HIghlight, rede social que acabou vendida ao Pinterest, e de Rohan Seth, também ele empreendedor, fruto de uma parceria informal que terá começado quando ambos estudavam em Stanford.

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