mruiandre Mário, todavia, Rui, contudo, André

Eléctrica

Tenho tido várias pessoas em Coimbra que, ao me verem de eléctrica, metem conversa para saber mais. Geralmente sabem da existência destas bicicletas e a interacção começa pela bateria – têm algumas dúvidas sobre se a autonomia é boa e se o motor ajuda mesmo naquelas subidas. Respondo que sim, sem hesitar, e ficamos a falar um bocado.

Não será pela minha conversa que alguém irá a correr comprar uma bicicleta eléctrica, mas contactos deste género levam-me a acreditar que estes veículos poderiam ser muito mais populares nas nossas cidades se fossem mais conhecidos. Ao contrário dos automóveis, não somos bombardeados com anúncios a bicicletas na televisão – ninguém nos vende os seus benefícios com aqueles cenários idílicos que a publicidade sabe muito bem montar.

A primeira eléctrica que experimentei foi uma GIRA – as bicicletas partilhadas de Lisboa. O bichinho para comprar uma ficou assim que percebi o quão fácil as subidas ficavam e como conseguia chegar a qualquer lado sem esforço (ou suor). Em Coimbra, uma cidade bem mais inclinada que Lisboa mas muito mais pequena, a bicicleta tem sido uma ferramenta muito útil no meu dia-a-dia.

Tenho a certeza que, se mais cidades instalassem sistemas de bicicletas eléctricas partilhadas, como Lisboa fez, acompanhados por uma boa estratégia e uma boa infra-estrutura, mais pessoas passariam a pedalar no seu quotidiano. Perceberiam que as bicicletas eléctricas aplanam o território e são, em muitos casos, mais eficientes que o carro ou o transporte público. Possivelmente ficariam também com o bichinho para comprar uma para si, para usar em vez do automóvel.

Ou, então, que existissem campanhas públicas de promoção à bicicleta eléctrica enquanto meio de transporte, com direito a experimentação numa modalidade de empréstimo, por exemplo, para que as pessoas pudessem testar a bateria, o motor, as subidas, as descidas, o conforto.

mruiandre Mário, todavia, Rui, contudo, André

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