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O desastre do Almograve

Há 30 anos, um acidente com um navio petroleiro, o Marão, no Porto de Sines causou um dos maiores desastres ambientais que Portugal – e, em particular, o litoral alentejano – presenciou. O derrame de 4500 toneladas de crude afectou a costa de Sines a Porto Covo, de Milfontes à Zambujeira. A Praia do Almograve foi a zona mais atingida pela maré negra. Há uma placa à entrada da praia a lembrar a tragédia de 14 de Julho de 1989.

(Não sabia disto.)

A Câmara de Odemira está a assinalar os “30 anos do Mar Limpo”. Por exemplo, vai haver a inauguração de uma exposição e a exibição de um documentário sobre o derrame de crude no dia 14 (um domingo).

Consegui encontrar esta descrição do incidente:

Ás 14h35 de 14 de Julho de 1989, em condições de mar calmo mas de intenso nevoeiro, o navio-tanque Marão iniciava a manobra de acostagem ao cais petrolífero quando, devido à escassa visibilidade, embateu na cabeça do molhe Oeste, danificando dois tanques de carga. Por volta das 16h30 deu-se a atracagem do navio no terminal. Estima-se que foram derramadas cerca de 4500 toneladas de crude Iranian Heavy. Embora tenham sido utilizadas barreiras flutuantes na área do terminal, estas revelaram-se ineficazes devido a deficiências mecânicas ou de colocação. Também foram utilizados dispersantes químicos em vários dias após o derrame, desconhecendo-se a sua eficácia. Contudo, devido à fraca agitação do mar estima-se que a sua acção tenha sido reduzida. Para além disso deu-se a formação de emulsões de água-no-óleo e o envelhecimento do crude, diminuindo ainda mais a acção dos dispersantes. A 15 de Julho às 15h00 verificava-se uma contaminação das praias de Sines até Porto Covo. Às 20h30 do mesmo dia, a mancha encontrava-se a 3-4 milhas da costa, desde Sines até Vila Nova de Milfontes, apresentando-se a mancha progressivamente mais larga no sentido Norte-Sul. A 16 de Julho verificava-se uma mancha que derivava para Sul existindo ainda outras manchas dispersas. A 17 de Julho, uma mancha derivava para SSE, desde Vila Nova de Milfontes até à Zambujeira do Mar. A 18 de Julho observou-se a existência de duas manchas compactas, uma aproximando-se da costa (Almograve) e outra derivando para SW. No dia seguinte, durante a madrugada, registou-se a contaminação das praia de Almograve e zonas a Norte e Sul dessa praia.

Descrição em Fernandes (2001), com base em informação disponibilizada na Direcção Geral da Marinha Portuguesa

Achei também este clip de um Telejornal de 1990.

mruiandre Mário, todavia, Rui, contudo, André

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