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As raízes do Observador

O Observador é considerado um caso de estudo gigante no que toca a WordPress. Com entre 6-7 milhões de visitantes únicos por mês, o Observador foi o primeiro grande jornal digital português e um teste aos limites da plataforma aberta WordPress.

É que é bem diferente construir e manter um site WordPress com uma audiência relativamente pequena (como o Shifter) em relação a um site com um público monstroso – é preciso garantir que todos conseguem aceder ao Observador, e que a sua experiência é rápida e fluída; e garantir isso é um desafio duro de acordo com Leo Xavier.

Leo Xavier é director técnico do Observador desde a sua fundação em 2014; é o líder da equipa que começou por desenvolver o jornal na plataforma WordPress, adaptando-a às primeiras exigências daquele ambicioso projecto jornalístico prestes a nascer em Portugal, e que hoje o que faz é um trabalho contínuo de melhoria desse site e respectiva infra-estrutura, e de monitorização e correcção de falhas que surjam, criando também novas coisas em resposta às novas necessidades editoriais e comerciais.

A palestra do Leo Xavier no WordCamp Lisboa, em 2015 – o Observador tinha um ano –, é algo que vale a pena ver – mesmo por quem não é programador, mas um mero curioso:

O Leo voltou ao WordCamp Lisboa agora em 2019, este sábado, com uma actualização sobre os quatro anos seguintes do Observador. O que é que mudou de 2015 até agora?

  • bem, para começar, o Observador agora corre numa infra-estrutura mais pequena desde que migrou para os Amazon Web Services (ou seja, tornou-se mais um site “controlado” pela Amazon).
  • o Observador deixou de ser só em WordPress e tudo o que não tem a ver com publicação de conteúdo foi movido para fora desta plataforma. Porque o WordPress tem as suas limitações e não consegue aguentar tudo à escala do Observador. Apesar de muita coisa que faz parte do Observador estar fora do WordPress, tudo está ligado ao WordPress.
  • a maior parte do trabalho nos últimos anos da equipa técnica do Observador foi no bastidores, ou seja, no backend. Para breve, todavia, estão prometidas novidades no frontend, ou seja, daquelas que os leitores conseguem ver;
  • os próximos desafios de Leo Xavier e da sua equipa – Alexandre Pinheiro, Alexandre Santos, Alice Fernandes, Alice Moniz, Eduardo Oliveira e Nuno Freire – são rever código removendo linhas repetidas; melhorar o sistema de cache de páginas para tudo correr mais rápido; criar um player para o lançamento da rádio do Observador.
  • um pormenor interessante que o WordPress do Observador oferece aos seus jornalistas é a possibilidade de rapidamente corrigirem os seus artigos. Só têm de abrir o artigo no site, clicar em cima da palavra que querem corrigir e corrigi-la. Não precisam de ir ao editor do WordPress. E existe um painel dos jornalistas que mais fizeram edições.

O WordPress é uma plataforma de publicação em código aberto, ou seja, que todos podem usar como base e criar novas coisas em cima. Algumas pessoas e empresas disponibilizam o que criam em código aberto, o que pode ajudar a que outros não tenham de estar a programar as mesmas linhas de código e possam pensar em inovação em cima dessas linhas.

Ora, o Observador tem pedaços de código únicos e que se disponibilizasse em código aberto poderia estimular a inovação de entidades mais pequenas, com menos recursos, por exemplo. Qual a posição do Observador em relação ao chamado open source?

Não temos nada na nossa filosofia contra publicar código aberto, o que são boas notícias. As más notícias é que achamos que, para publicarmos, temos de documentar esse código de forma , ou seja, ter algo bem explicado, bonito, algo de que fiquemos orgulhosos. Acho que o nosso código para ser publicado precisa de ser revisto e é algo que nunca nos demos ao trabalho de fazer. Não temos nada contra publicar, acho que devemos fazer, nomeadamente para pequenas partes.

Leo Xavier

Deixo aqui o áudio se quiserem ouvir a palestra (só comecei a gravar a meio e não gravei a parte das perguntas e repostas, onde surgiu a questão do código aberto):

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