mruiandre Mário Rui André

Tremor, fotos, Vera

Quando vou viajar ou mesmo no dia-a-dia, tiro e acumulo no telemóvel dezenas, centenas, milhares de fotografias. Gosto de as tirar para revisitar mais tarde momentos, caras e lugares. Contudo, muitas vezes acabo por não o fazer – são muitas fotos, muitas repetidas, simplesmente não tenho paciência. Por isso, elas lá ficam: amontoadas no disco externo para nunca mais serem vistas.

Recentemente vi este vídeo:

É precisamente sobre tirarmos demasiadas fotos e guardarmos demasiadas fotos. A sugestão dada no vídeo é para percorrer os nossos arquivos digitais e eliminar aquelas imagens que estão a mais, ficaram feias ou não acrescentam nada. Quero fazer isso um dia, um dia em breve. Preciso de arranjar um tempinho, chego a ter mais de 20 GB de fotos guardadas no disco.

O acumular de fotos não é algo que se passa apenas no meu disco pessoal. Geralmente as reportagens fotográficas de eventos, festivais, conferências, etc são galerias com muitas imagens. A Vera Marmelo decidiu fazer diferente no Tremor – festival nos Açores que muita vontade de visitar me dá. Em vez de uma dessas galerias, escolheu uma foto por cada história que tinha para contar sobre o festival.

O resultado ficou muito fixe. São 11 histórias e, por isso, 11 fotografias. Para mim, são também 11 motivos para não perder o Tremor no próximo ano. Acho que o produto final ficou bem giro porque eventos como o Tremor, Bons Sons, Rádio Faneca, etc… não se contam numa única narrativa, são difíceis de explicar a quem não foi ou nunca foi. O Tremor não é só um festival de música. São concertos em sítios deslumbrantes e inesperados da ilha de São Miguel, caminhadas pela Natureza, contacto com os habitantes locais, etc. Podem ler as histórias e ver as fotos aqui.

Este trabalho que a Vera gentilmente fez para o Shifter também me deixou a pensar sobre esta ideia de ser sucinto nas imagens. É um conceito giro, principalmente nesta época de tantas stories.

mruiandre Mário Rui André

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