mruiandre Mário Rui André

Berlim sem filtro

Um dia em Berlim. 30 fotos sem edições, nem filtros.

Berlim é uma cidade que, à distância, há muito nos chamava para a conhecermos. Ainda assim não deixou de ser uma enorme surpresa. Sentimo-la, de imediato, como uma cidade a ressacar dos anos de restrições – a analogia que surge em conversa é a de um jovem recém emancipado, que enche a casa nova de pósteres, livros e memorabilia criando uma espécie de caos confortável. A explosão parece ter resultado numa multiplicidade de sub-culturas, dinâmicas e vivências urbanas que aqui se encontram numa espécie de finalmente. Há grafitis em cada parede, muros e postes de electricidade revestidos com dezenas de camadas cartazes, lojas ‘trendy’ a conviver com kebabs de excelência e comércio de bugigangas, pessoas a fazer música na rua, bicicletas por todo o lado… literalmente. Perdoem o clichê, mas Berlim é uma confusão organizada. Uma cidade vivida, com vida e onde dá vontade de viver — até demais, se é que nos entendem. Não se sente a rigidez de outras cidades, onde tudo tem de estar impecavelmente estruturado e imutável. O caos aqui é a ordem – até bicicletas e peões se entendem mutuamente apesar de partilharem muitas vezes o mesmo espaço. No meio dessa anarquia parece que ninguém se sente constagrido; toda a gente pode fazer o que quiser, até porque numa cidade que alberga 3,5 milhões de pessoas há uma indiferença positiva: ninguém quer saber de ti.

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