mruiandre Mário Rui André

Os novos passes

Não sei como vai ser a próxima semana. A partir de segunda, dia 1 de Abril, passará a existir um passe mensal de 40 euros, que permitirá andar em todos os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa. Ou seja, 18 municípios por 40 euros/mês. Metro, autocarro, comboio, barco… Tudo. Vai dar para ir de Setúbal a Mafra, por exemplo. Esse passe chama-se Navegante Metropolitano e vem acabar com mais de 700 passes, alguns dos quais que custavam mais de 100 euros.

Simultaneamente, cada concelho terá o seu próprio Navegante, que permitirá andar nos transportes nos limites geográficos desse concelho e que custará 30 euros/mês; o Navegante Municipal de Lisboa, por exemplo, passará a incluir a Fertagus entre Campolide e Roma-Areeiro e a estação da CP de Algés.

Reformados, idosos, crianças e estudantes terão descontos em ambos os Navegantes, e existirá a partir de Julho versões familiares dos dois passes, permitindo a agregados familiares, independentemente do seu tamanho, despender no máximo 60 ou 80 euros mensais.

Foi feito um vídeo que explica melhor as mudanças:

Já agora: um destaque para a nova imagem gráfica da Área Metropolitana de Lisboa.

Esta lógica dos passes municipais e metropolitanos não será exclusiva de Lisboa. A Área Metropolitana do Porto também a vai ter a partir de 1 de Abril; existirão também passes de transportes públicos mais baratos em 21 Comunidades Intermunicipais, isto é, por todo o país. É uma medida financiada pelo Governo, através do denominado Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART), que faz parte do Fundo Ambiental. Além da redução dos tarifários, o PART destina-se ao aumento da oferta e à extensão da rede de transportes públicos.

Resta esperar para ver que impacto o PART terá na mobilidade nacional, mas mais especificamente na mobilidade de Lisboa e do Porto. Na capital, por exemplo, entram diariamente 370 mil automóveis. A Câmara Municipal de Lisboa quer que não mais de 34% das viagens sejam feitas em carro privado e, portanto, haja uma transferência de cerca de 150 mil viagens para outros modos de transporte. Os passes mais baratos poderão levar à redução do número de automóveis, o que seria bom não só para o ar que se respira na cidade, como para as insuportáveis filas trânsito.

Artigo completo sobre o PART no Shifter.

mruiandre Mário Rui André

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