mruiandre Mário Rui André

Two Door Cinema Club

Two Door Cinema Club nunca farta. Ontem foi, para aí, o terceiro ou quarto concerto que vi deles e mesmo assim continuam a deixar-me rouco e sem pernas. Acho que posso considerá-los a banda da minha adolescência (Oasis e Red Hot também mas estas duas nunca os vi ao vivo). Conheci os Two Door em 2011 com aquele anúncio da TMN e o “I Can Talk”; e acabei por os ver no Paredes de Coura nessa ano.

Two Door Cinema Club @ NOS Alive 2018

Oito anos depois, Tourist History (2010) continua a ser o melhor álbum deles e aquele que faz mexer mais o público; o Beacon (2012) também é bom; do Gameshow (2016), já conheço menos, tirando uma ou duas músicas, e a avaliar por quem estava no NOS Alive não sou o único.

Two Door Cinema Club nunca farta, mesmo que a fórmula seja sempre a mesma: pegar nas músicas de todos os álbuns e misturá-las em uma hora ou uma hora e meia de concerto. Por isso, todos conhecem o alinhamento e não existem apenas três ou quatro músicas a puxar pelo público – agora, assim de repente, não consigo lembrar-me das letras (não são nada por ali além), mas no momento sou capaz de cantarolá-las do princípio ao fim.

Os Two Door em Paredes de Coura, 2011

E Two Door não é uma banda que costume ouvir regularmente, de todo, mas os concertos deles são sempre uma boa desculpa para descarregar stress e frustrações. E são o tipo de concertos que se adequam a um festival como o NOS Alive, tal como os Portugal The Man, que durante uma hora não deixaram de disparar energia no palco secundário.

The National não resulta no NOS Alive. No palco principal, lá mais atrás, o som não chega bem e as músicas que são boas no álbum acabam por não ser boas ali; e o Matt parece estar a esforçar demasiado a voz para se ouvir. E as dezenas de distracções à nossa volta, desde o público que está mais concentrado a conversar do que no concerto ou o rapaz da cerveja que quer passar, não deixam apreciar a música. Acho que The National é bom para um coliseu ou para uma outra sala fechada; não para um Alive.

Mais há para dizer sobre o NOS Alive, mas fica para outra altura.

mruiandre Mário Rui André

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