mruiandre Mário Rui André

Tim Bernardes

O João é das pessoas que conheço que mais segue música brasileira e, de vez em quando, recomenda boas cenas para ouvir. Como Tim Bernardes, nome ainda meio desconhecido que foi a Setúbal apresentar o seu disco de estreia (um concerto organizado pela Galeria Zé dos Bois – é giro a lisboeta ZDB programar na Casa da Cultura de Setúbal). Gostei do dito álbum e partilho-o agora convosco, juntamente com a entrevista ao Tim que se publicou no Shifter.

A geração ela é muito rápida, essa coisa de estar muito conectado o tempo inteiro e o caminho mais fácil, o impulso que a gente tem, é ir suprindo essa velocidade, esse preenchimento todo. Mas eu acho que um vazio grande numa geração que faz isso e que todo o mundo tem uma parte guardada. As pessoas se mostram muito felizes nas redes sociais, só que o que eu reparo é que a reacção das pessoas a ouvir essas músicas mais íntimas e sinceras é quase um canal que estava fechado, sabe. A pessoa fala “também sinto isso”, é poder se identificar e se ver num outro registo que não é da expansividade – é uma coisa mais interna, introspectiva.

Tim Bernardes @ Shifter, Junho 2018
mruiandre Mário Rui André

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