mruiandre Mário Rui André

Corrigir as ciclovias mal feitas

Às vezes não basta fazer, é preciso refazer. As ciclovias de Lisboa estão cheias de curvas perigosas, interrupções abruptas, ângulos mortos, intersecções difíceis com peões, sinalização confusa, etc. A pedido do CDS, a Câmara Municipal compilou num relatório os problemas das ciclovias actuais da cidade e definiu uma lista de trabalhos necessários para resolvê-los, melhorando o conforto e a segurança de quem circula de bicicleta (e a pé).

Este relatório é muito importante, uma vez que mostra que existe por parte da Câmara consciência de que existem problemas a resolver e que a promessa de 200 km cicláveis até 2020 não pode contemplar apenas a construção de novos troços. A Avenida do Brasil é um dos primeiros locais onde vejo a ciclovia existente a ser alvo de obras de melhoria: a estrada está a ser nivelada com as ciclovias para facilitar o atravessamento das bicicletas e alguns troços estão a ser completados ou corrigidos. Resta esperar para ver se as pistas junto às paragens de autocarro serão rectificadas, uma vez que hoje causam conflitos com os peões.

No relatório, é dito que os percursos “são, em alguns casos, muito ziguezagueantes, nem sempre indo ao encontro das necessidades dos utilizadores diários da bicicleta”, que “existem inclinações muito acentuadas, acima dos 10%, e que “de uma forma muito recorrente”“curvas em ângulo recto”. O documento fala da degradação de algumas pistas, na sinalização heterogénea, dos perigos para peões e do uso da cor vermelha – que é desaconselhada por “documentos de referência internacionais e recomendações da União Europeia” (as novas ciclovias de Lisboa estão a ser pintadas a verde).

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Mário Rui André

Co-Fundador e Director Operacional do Shifter