mruiandre Mário Rui André

Explicar o 180 Creative Camp

No início deste mês, fui até Abrantes com o Shifter para experimentar um evento que há muito já me tinha suscitado interesse: o 180 Creative Camp, provavelmente o campo de férias mais criativo de Portugal. Foram oito dias de colaborações criativas, em que participantes novatos tiveram a oportunidade de aprender com artistas experientes.

Explicar o 180 Creative Camp não é NADA fácil. E mesmo depois de uma semana nisto, acho que não consegui fazê-lo… De qualquer das formas, aqui fica a minha tentativa:

180 Creative Camp: um evento tão difícil de explicar

A gentrificação é um fenómeno que está a afectar várias metrópoles pelo mundo fora, mesmo as mais pequenas. Consiste na migração das pessoas para zonas periferias da cidade. Se – bem ou mal – Lisboa está a potenciar o seu centro histórico para turismo, Abrantes aproveita-o para, pelo menos uma vez por ano, trazer uma nova geração de criadores. A população, que por este pico de calor de Verão se resguarda na frescura das suas casas e na sombra dos cafés, mostra o seu lado mais hospitaleiro e o dever de preservar as obras que o Camp vai deixar na cidade.

No 180 Creative Camp conheci várias pessoas e cruzei-me com outras que já conhecia. É o caso do Nuno Sarmento, 21 anos, estudante de arquitectura no Porto. No seu caderno, registou desenhos e pensamentos de uma semana bem passada em Abrantes: “uma série de desenhos que, embora físicos e estacionários, representam deambulações, gestos, diálogos, pessoas e circunstâncias”, nas palavras dele. Para ler no Shifter:

O 180 Creative Camp contado pelo caderno do Nuno

As duas fotos são do Miguel Oliveira.

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